Pegada Energética

O que é?

A pegada energética corresponde à quantidade de energia que utilizamos em todas as nossas atividades diárias.

A energia elétrica consumida pelo nosso frigorífico, pela máquina de lavar roupa, pelas lâmpadas que acendemos, pelo computador e televisão que usamos, assim como o combustível gasto pelo nosso automóvel ou pelo táxi que utilizamos contribuem para a nossa pegada energética.

No entanto, esta pegada não está associada unicamente às nossas atividades diretas. A energia que mantém em funcionamento as indústrias que produzem os produtos que consumimos também contribui para a nossa pegada energética. Daí ser muito importante evitar a compra de produtos que não necessitamos ou escolher os produtos que menos contribuem para a nossa pegada.

Também ao escolher produtos que são produzidos longe do local onde vamos consumi-los, estamos a aumentar a nossa pegada devido à energia gasta no transporte desse mesmo produto. Daí ser prioritário escolher produtos que sejam produzidos localmente, na nossa cidade, na nossa região ou no nosso país.

A pegada energética pode ser avaliada para um indivíduo (consumo de energia por pessoa), para uma empresa ou até para um país. Os países com mais indústrias, mais automóveis e maior utilização de equipamentos de aquecimento e ar-condicionado em habitações, são aqueles onde se verifica uma maior pegada energética.

Presentemente, os Estados Unidos da América são o país com maior pegada energética, seguido pela China. A pegada está relacionada com o nível de desperdício e com a dimensão da população. Uma vez que não é diretamente proporcional à riqueza gerada, a redução equivale ao aumento da eficiência e a adoção de comportamentos mais responsáveis, independentemente do aumento da geração de riqueza.

Há várias maneiras de reduzir a nossa pegada energética. Para a redução desta pegada podemos aplicar a política dos 3 R’s - REDUZIR, REUTILIZAR e RECICLAR.



REDUZIR

De modo a reduzir a nossa pegada energética devemos:

  • Reduzir o consumo direto de energia (com as boas práticas no ponto relativo à eficiência energética);
  • Escolher produtos locais cujo transporte não necessite do consumo de uma grande quantidade de energia;
  • Preferir produtos cujos processos de manufatura impliquem menores consumos de energia;
  • Privilegiar a utilização de produtos que consumam menos energia durante o seu armazenamento e/ou utilização;
  • Compactar os resíduos antes de os colocar no lixo para que o seu transporte para os sistemas de tratamento seja mais eficiente;
  • Separar os resíduos para reutilização ou reciclagem, evitando consumos desnecessários na produção de matérias-primas;
  • Selecionar produtos com pouca quantidade de embalagens, reduzindo a energia necessária para as produzir, transportar e tratar.

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REUTILIZAR

Duas das soluções mais imediatas para reduzirmos a nossa pegada energética são a escolha de produtos com pouca quantidade de embalagens e a reutilização de resíduos.

Na reutilização, por exemplo, podemos promover a transformação dos resíduos orgânicos produzidos nas nossas casas em fertilizante. Nos casos em que exista um espaço na varanda ou no jardim, é possível transformar a matéria orgânica dos lixos (resíduos de cozinha, da horta e do jardim) em composto, através de um processo de decomposição por microrganismos e insectos. Este composto é um material orgânico escuro, sem cheiros e com excelentes propriedades como fertilizante, podendo ser aplicado em terrenos agrícolas ou em jardins.

Também quando damos livros antigos às escolas estamos a evitar que sejam produzidos novos livros. Com um pouco de imaginação, podemos encontrar muitas soluções de reutilização!


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RECICLAR

Os resíduos de papel, metal, plástico e vidro são aqueles que mais frequentemente reciclamos. Com a reciclagem destes resíduos voltamos a obter matéria-prima para fazer de novo outras embalagens ou produtos, que vão poder ser comercializadas e, no fim da sua utilização, enviaremos de novo esses resíduos para reciclagem voltando a fechar mais um ciclo. Deste modo, evitamos a extração e produção desnecessária de novas matérias-primas.

Os óleos da cozinha são outro bom exemplo de um resíduo que é cada vez mais reciclado. Estes óleos podem ser transformados em biodiesel – combustível renovável e menos poluente que o gasóleo - que pode ser usado em carros ou outros tipo de veículos.


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